segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Psicologia da Educação I- Tele aula 3


    No aspecto moral, segundo Piaget, a criança passa por uma fase pré-moral, caracterizada pela anomia, coincidindo com o "egocentrismo" infantil e que vai até aproximadamente 4 ou 5 anos. Gradualmente, a criança vai entrando na fase da moral heterônoma e caminha gradualmente para a fase autônoma

  Piaget afirma que essas fases se sucedem sem constituir estágios propriamente ditos. Vamos encontrar adultos em plena fase de anomia e muitos ainda na fase de heteronomia. Poucos conseguem pensar e agir pela sua própria cabeça, seguindo sua consciência interior.

ANOMIA
HETERONOMIA
AUTONOMIA
A : negação
NOMIA: regra, lei
A lei, a regra vem do exterior, do outro
Capacidade de governar a si mesmo



  Na fase de anomia, natural na criança pequena, ainda no egocentrismo, não existem regras e normas. O bebê, por exemplo, quando está com fome, chora e quer ser alimentado na hora. As necessidades básicas determinam as normas de conduta. No indivíduo adulto, caracteriza-se por aquele que não respeita as leis, pessoas, normas. 

 Na medida em que a criança cresce, ela vai percebendo que o "mundo" tem suas regras. Ela descobre isso também nas brincadeiras com as criança maiores, que são úteis para ajudá-la a entrar na fase de heteronomia.Na moralidade heretônoma, os deveres são vistos como externos,  impostos coercitivamente e não como obrigações elaboradas pela consciência. O Bem é visto como o cumprimento da ordem, o certo é a observância da regra que não pode ser transgredida nem relativizada por interpretações flexíveis.


Na moralidade autônoma, o indivíduo adquire a consciência moral. Os deveres são cumpridos com consciência de sua necessidade e significação. Possui princípios éticos e morais. Na ausência da autoridade continua o mesmo. É responsável, auto-disciplinado e justo. A responsabilidade pelos atos é proporcional à intenção e não apenas pelas conseqüências do ato.

O processo educativo deve conduzir a criança a sair de seu egocentrismo, natural nos primeiros anos, caracterizado pela anomia, e entrar gradualmente na heteronomia, encaminhando-se naturalmente para a sua própria autonomia moral e intelectual que é o objetivo final da educação moral. Esse processo de descentração conduz do egocentrismo (natural na criança pequena) caracterizado pela anomia, à autonomia moral e intelectual.
As atividades de cooperação, num ambiente de respeito mútuo, embasado na afetividade, preservam do egoísmo e do orgulho, auxiliando a criança no longo processo de descentração, conduzindo-a gradativamente da heteronomia para a autonomia moral. Um ambiente de medo, autoritarismo, respeito unilateral tende a perpetuar a heteronomia.

O quadro abaixo relaciona as atitudes interiores e as fases morais:

ANOMIA
HETERONOMIA
AUTONOMIA
Bagunça
Devassidão
Libertinagem
Dissolução

Medo
Autoritarismo
Imposição
Castigo
Prêmio
Respeito unilateral
Autocracia
Tirania

Cooperação
Amor
Respeito mútuo
Afetividade
Livre-arbítrio
Democracia
Reciprocidade
Lei Causa e Efeito
acesso 17/10/2011.


Níveis da Moralidade- Segundo  Kohlberg

O nível pré-convencional, o da maioria das crianças com idade inferior a nove anos e de alguns adolescentes e adultos, corresponde em linhas gerais à moralidade heterónoma descrita por Piaget (1932). A justiça e a moralidade são apenas regras externas obedecidas para satisfazer interesses e desejos pragmáticos e individualistas ou para evitar castigos.
O nível pós-convencional, pelas palavras de Kohlberg (1976, p. 26), a perspectiva pós-convencional caracteriza-se por “um indivíduo que assumiu compromissos com os princípios morais em que se deve basear uma sociedade justa e boa”. Com efeito, para Kohlberg, o ponto de vista moral é justamente o ponto de vista do sujeito moralmente autónomo, quer dizer, do sujeito que regula a sua ação por critérios de universalidade e reversibilidade.
         
O estádio 1 caracteriza-se por uma orientação moral para a punição e para a obediência.

No estádio 2 a orientação moral dominante é a orientação hedonística  e Instrumental.

   O estádio 3 caracteriza-se por uma orientação moral para as relações interpessoais, sendo fundamental nestes sujeitos a sua preocupação com as normas e as convenções sociais. Trata-se da moral idade do “bom menino”, isto é, os sujeitos estão “particularmente interessados na manutenção da confiança interpessoal e na aprovação social” (Colby e Kohlberg, 1987, p. 27).
 
No estádio 4 continua a prevalecer a moralidade interpessoal. A orientação moral é agora muito mais geral e instituicional do que recional e afectiva. Trata-se da moralidade da lei e da ordem.

O estádio 5 é um estádio de moralidade pós-convencional. As normas são regras de ação que podem entrar em conflito com os princípios morais. A subordinação das normas aos princípios está patente quando se considera que “devemos obedecer à lei enquanto ela permite que os direitos básicos de alguns indivíduos não sejam violados por outros” (Colby & Kohlberg, 1987, p.29).

Por último, o estádio 6 é também um estágio de moralidade pós-convencional. É, como tal, orientado para princípios éticos universais de justiça, reciprocidade, igualdade e respeito pela dignidade humana. O princípio da justiça deve prevalecer mesmo quando se procura "o maior bem para o maior número".

Conclusão da nossa disciplina
» A Psicologia, enquanto ciência  busca compreender o processo evolutivo e o comportamento do ser humano, tem sua origem na pesquisa racional, sistemática e profundamente influenciada pela visão de mundo do investigador.

» A Psicologia da Educação, como uma área para onde convergem interesses e questionamentos sobre a aprendizagem e tudo quanto correlacionado, direta ou indiretamente, à problemática educativa e escolar.
A aprendizagem é um processo fundamental para a vida humana a tal ponto que a humanidade, em suas sociedades, organizou meios para tornar a aprendizagem mais eficiente, os chamados meios ou contextos educativos.

»O Desenvolvimento Humano em todas as suas dimensões se dá
pela interação entre fatores naturais (biológicos, inatos) e ambientais (estímulos, experiências). Logo, os estímulos e a educação familiar e escolar exercem expressiva influência sobre o indivíduo.
 (interacionalismo).



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Psicologia da Educação I


PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO I
Aula 1- Psicologia, Desenvolvimento e Aprendizagem

A Psicologia-Origem: Filosofia Grega o estudo da alma (psykhè)- e do corpo como controlado pelo cérebro.


                               Conceitos
INATISMO - (ou apriorismo, nativismo, idealismo...)

Segundo Platão, Tudo o que somos já carregamos em nossa
alma desde antes de nascer...


EMPIRISMO- (ou experiencialismo, ambientalismo...)

Segundo Aristóteles, Tudo o que somos é construído pela experiência,
Pois, nascemos como folhas em branco que serão escritas...


INTERACIONISMO

 Segundo Immanuel Kant, somos um produto das
relações, entre a nossa natureza e as experiências
 Em que vivemos...


Início da Psicologia como Ciência - 1879

 Com objetivo de pesquisar e observar a Introspecção como observação e registro de nossa consciência, de nossas percepções, pensamentos e sentimentos mediante estímulos.

 
No Séc. XX – Surgiram Três Grandes Paradigmas da Psicologia- “CORRENTES” DA PSICOLOGIA

PSICANÁLISE

Principal Teórico - Sigmund Freud (fundador), acreditava que há uma parte da mente oculta que também controla sua vida sem a sua consciência impulsos e emoções.

 EGO- Eu egocêntrico
 SUPER EGO- Equilíbrio
 ID- Desejo, impulso


BEHAVIORISMO - (comportamentalismo)

Principais Teóricos: John Watson (fundador) acreditava que a interação entre o organismo e o ambiente serviam de adaptação. Não há nenhuma mente, pois o ambiente determina a sua vida.


GESTALT (forma, configuração)

Principais Teóricos: M. Wertheimer; acreditava que o indivíduo dá sentido à sua vida, constrói a realidade, através das sensações e percepções.



Paradigmas da Psicologia e a Educação

Psicanálise: educação voltada ao equilíbrio do Ego- Egocêntrico

Behaviorismo: educação voltada à promoção de
um ambiente favorável ao comportamento funcional.

Gestalt: educação voltada para a autorealização humana
 
 Psicologia do Desenvolvimento e sua relação com a Aprendizagem

Maturação
INATISMO - Tudo o que somos carregamos dentro de nós.
                           +
Aprendizagem 
EMPIRISMO- experiências em que vivemos, causam mudanças.
 

Segundo alguns teóricos o Desenvolvimento ocorre

 Para Piaget - Desenvolvimento antecede a Aprendizagem
O Desenvolvimento Cognitivo se dá com a maturação de quatro estágios:
Sensório- Motor (0-2 anos)
Pré-operatório ( 2 a 7 anos)
Operatório- concreto (7 a 11 anos)
Operatório Formal (12 anos a diante)


 Para Skinner - O Desenvolvimento é a mesma coisa que Aprendizagem
Aprendizagem é a aquisição de novos comportamentos que se manifestam num quadro de respostas específicas a estímulos também específicos. Quanto mais comportamentos aprendidos, mais desenvolvimento.


Para VYGOTSKY-  Aprendizagem possibilita Desenvolvimento
e Desenvolvimento possibilita Aprendizagem, quanto mais estímulo a criança receber melhor será o seu processo de aprendizagem.



 Psicologia da Educação I- Desenvolvimento Psicossocial e da Personalidade. Tele aula 2

ALTERIDADE - se caracteriza por um conceito que somos construídos através do outro.

 DESENVOLVIMENTO -  “Os estágios de vida de uma pessoa, do nascimento até a morte, são formados por influências sociais interagindo com um organismo que está amadurecendo física e psicologicamente” (Hall, 1998).

A ESTRUTURA DA PERSONALIDADE- Segundo Freud

SUPEREGO – EGO – ID

Sexualidade > Prazer
Corporal > Descarga

ESTÁGIOS PSICOSSEXUAIS DE DESENVOLVIMENTO SEGUNDO FREUD,


1. Estágio Oral: 1o. ANO
Engolir, chupar, morder, cuspir: aceitar,
sarcasmo, argumentatividade.
 Sentimentos de dependência.


2. Estágio Anal: 2o. ANO
Adiar o alívio de tensões anais; Repressão: Obstinação e avareza (retenção) ou Raiva, desleixo, crueldade (expulsão inadequada)

Permissividade: criatividade, produtividade.

3. Estágio Fálico: 3o. ao 5o. ANO Complexo de Édipo:
 Incesto e Medo da Castração: Meninos. Percepção da falta do
pênis e inveja/ciúme: Meninas.
 Latência: 611 ANOS – estabilidade.
 
4. Estágio Genital: adolescência em diante.

Superação do Narcisismo pelo Altruísmo;

A PERSONALIDADE FINAL É CONSTITUÍDA
PELAS CONSEQUÊNCIAS DOS 4 ESTÁGIOS.



Erik Erikson- Psiquiatra e Psicanalista, acredita que esses estágios seguem adiante: Genital Puberdade, adulto jovem, adulto e velhice.

 Para Ekicson - Assim, nos constituímos a partir dos outros
(sociedade, cultura), da forma como eles nos educam e se relacionam conosco, pois eles têm influência fundamental na maneira como pensamos, sentimos, comportamos e somos.
 E os estágios seguem em: Genital Puberdade, adulto jovem, adulto e velhice.  



domingo, 9 de outubro de 2011

ABNT-



Definição- Associação Brasileira de Normas Técnicas- ABNT

Conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua identificação individual (ABNT 2011).
A referência é composta de: Elementos Essenciais; Elementos Complementares.

»Elementos Essenciais: Livros
Nome do autor
Título
Subtítulo - caso houver
Edição
Local
Editora
Ano de publicação
Número de páginas

»Aspectos Gráficos: Pontuação
(;) após o nome do autor/autores
(:) antes do subtítulo, antes da editora
(,) após o sobrenome dos autores, após a editora, entre o volume, número do fascículo e páginas da revista e, após o título do periódico
(-) entre páginas (Ex.: 10-15) e, entre datas de fascículos, seqüenciais (Ex.: 1998-1999)

»Transcrição dos Elementos: Autorias
Entrada pelo último sobrenome (maiúsculo) seguido da inicial do prenome- sobrenome (maiúsculo).
Ex.:
Manuel Bueno     BUENO, M.
Manuel Silveira Bueno   BUENO, M. S.
Manuel Fernandes   FERNANDES,Manuel.

»Autoria de Mesmo Autor
Iniciar o nome do autor só na primeira citação;
Demais Citações:
Ex.:
Substitui nome do autor por traço sublinear (_____)
CUNHA, J. M. Cultura da pupunha.
______. Cultura do Açai.

 
»Título e subtítulo
Aparecer em Negrito, Comum ou Itálico
Após o nome do autor, com inicial maiúscula.
Ex.: ADRADE, J. Classificação de solos.

»Subtítulo
Transcrito após o título
 Inicial minúscula.
Ex.:
 RIBEIRO, M. J. Fisiologia vegetal: Fotossíntese

»Edição
Indicado por algarismos arábicos, seguido de ponto final. Escreve-se a palavra edição (Ed) na forma abreviada após o número da edição.
Ex.: Sempre depois do título
ANDRADE, J. Biologia do solo. 2.ed.
RIBEIRO, M. J. Fisiologia vegetal. 4.ed.

»Local
Cidade de publicação da obra;
ANDRADE, J. Manual de solos. 2.ed. Rio de Janeiro.

»Editora
Após o local
Seguido de :
 ANDRADE, J. Manual de solos. 2.ed. Rio de Janeiro: Ed.Vozes,

»Ano
É indicado em algarismos arábicos, seguido de ponto final
Ex.:
ANDRADE, J. Manual de solos. 2.ed. Rio de Janeiro: Ed.Ática, 1996.

»Número de Páginas e Volumes
Indicados em algarismos arábicos seguido das
abreviaturas   p. e v.
Ex.:
ANDRADE, J. Manual de solos. 2.ed. Rio de Janeiro: Ática, 1996. p 30. 3 v.
Ex.:
p. 30-55.

   TCC, monografia, dissertações e teses.
SOBRENOME DO AUTOR INICIAL(IS) DO(S) PRENOME(S)
AUTOR, DO AUTOR. Título do trabalho. Ano de defesa. Número de folhas. Trabalho de Conclusão de Curso, Monografia, Dissertação ou Tese (Graduação, Especialização, Mestrado ou Doutorado em...) – Departamento e/ou Setor,
Instituição, Cidade, ano de entrega ou de publicação da versão final do trabalho.

Internet
Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: data.